O geneticista Bryan Skyes também tem uma visão pessimista sobre a fertilidade masculina NOVA YORK - Para onde quer que Bryan Sykes viaje, ele carrega pequenas pinças para coletar material genético de estranhos. Sykes, professor de genética humana da Universidade de Oxford e conselheiro científico da Câmara dos Comuns, na Grã-Bretanha, adora mostrar às pessoas a impressionante história escondida no seu DNA. Projetos como este podem esconder o fato de que Sykes, de 56 anos, é um dos geneticistas mais importantes do mundo. Nos anos 80, ele e seu colega de Oxford, Robert E. Hedges, descobriram maneiras de extrair DNA de ossos fossilizados. Desde então, ele tem usado esses métodos para desvendar a história genética dos humanos. Sykes tem dois livros publicados: The Seven Daughters of Eve (As Sete Filhas de Eva), best-seller em 2001, e Adam's Curse: A Future Without Men (A Maldição de Adão: Um Futuro Sem Homens), publicado em abril, com uma visão não muito positiva dos homens e de seus frágeis cromossomos Y. The New York Times - Você diz que o cromossomo Y é fracassado e que pode desaparecer. Por quê? Bryan Sykes - Porque o Y não tem chance de se misturar com nenhum outro cromossomo. Não tem de trocar DNA com os outros, o que é uma triste ironia já que é o Y que diferencia o homem da mulher. O cromossomo Y está sujeito a uma taxa de mutação mais alta do que outros cromossomos porque está confinado à linha de germinação masculina. Em 5 mil gerações, ou 125 mil anos, a fertilidade masculina vai ser pouco mais de 1% do que é hoje. Portanto, vejo um vagaroso declínio da fertilidade masculina, até que os homens não possam mais procriar naturalmente. NYT - Deveríamos nos preocupar? Sykes - Há problemas mais urgentes, embora 125 mil anos seja apenas uma fração de segundo no quadro da evolução de nossa espécie. Uma possibilidade radical envolve a eliminação de machos do processo reprodutivo. Acredito que um dia os seres humanos vão ser capazes de se reproduzir pela fusão de dois ovos.
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